Primer Encuentro Americano contra la Impunidad
20 al 21 de junio del 2009
Caracol IV: "Torbellino de nuestras palabras"; Morelia, Chiapas, México


Inicio

Desarrollo del
Primer Encuentro
Continental
Americano

NUESTRAS LUCHAS
tablón de mensajes

Archivo Documental
Contacto

Enlaces

El Encuentro
en los
medios

Encuentro Mexicano

 
 

Manifesto Anistia e Justiça

- Associação Juizes para a Democracia
Brasil, São Paulo; 2008-08-26


Manifesto Anistia e Justiça
da Associação Juízes para a Democracia


Manifesto Anistia e Justiça

NOTA PÚBLICA

ANISTIA E JUSTIÇA

O povo brasileiro tem o direito de conhecer a sua história, obrigação da qual os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, não podem lavar as mãos. É imperativa a abertura dos arquivos, que devem fazer parte do acervo nacional, para preencher a lacuna existente no período da ditadura militar. O Legislativo aprovou a lei de reparações, mas retrocedeu com a lei do sigilo de documentos. O Judiciário, há trinta anos atrás, compareceu no paradigmático caso de Vladimir Herzog; determinou a abertura do arquivo do caso do Araguaia (decisão ainda não cumprida); tem ações em curso na esfera civil; há pedidos de extradições referentes ao desaparecimento de pessoas, na "Operação Condor"; o Ministério Público inicia neste ano as requisições de instauração de inquéritos criminais.

Em breve o Judiciário deverá dizer o direito no tocante à Lei de Anistia, nos crimes contra a humanidade perpetrados pelos agentes do Estado. O Brasil tem uma dívida com o seu povo e com a ordem internacional. Está submetido à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, cujos precedentes consideram inadmissíveis as excludentes de responsabilidade que pretendam impedir a investigação e sanção dos responsáveis pelas violações de direitos humanos (como a tortura, execuções sumárias, desaparições forçadas) e que as leis de anistia carecem de efeitos jurídicos e não podem ser obstáculo para a investigação dos fatos violadores de diretos humanos, identificação e punição dos responsáveis.

Se o Estado Brasileiro não exercer a jurisdição, certamente a ordem internacional o fará aplicando o princípio do direito universal. Precisamos resgatar a memória e a verdade, sobretudo é necessário que haja Justiça para consolidar a democracia.

Dora Aparecida Martins,
presidente do conselho executivo da Associação Juizes para a Democracia;
e-mail: juizes@ajd.org.br;
fone: (11) 3105-36-11, cel: (11) 8421-02-03.

Associação Juízes para a Democracia é uma organização não governamental, sem fins corporativos, fundada em 1991, em ato público na Universidade de São Paulo, reúne Juizes de todo o Brasil. Tem dentre as suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito e à defesa dos direitos na perspectiva de emancipação social dos desfavorecidos.
www.ajd.org.br
Agosto de 2008.


http://www.contralaimpunidad.org/documentos/doc.php?id=2
No hay comentarios a este documento.


 
 

 
Des informemonos

TeleSur en vivo desde Honduras

Repudio al golpe de estado en Honduras
Haz clic para firmar tu repudio al golpe de estado


Este sitio se verá mejor si usas navegador FIREFOX Mozilla Firefox   Páginas elaboradas con BlueFish