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Porque não podemos ignorar história. Porque a memória do horror está presente. Porque grande maioria não sabe que tudo é possível. Porque temos de reintegrar a memória colectiva que, esquecida, retornaria. Porque temos de resistir à inércia de consenso, Tabula Rasa, e não ser alvos do discurso dominante que queriam um passado enterrado para sempre, vítimas e protagonistas de ontem e de hoje, familiares, ativistas sociais, advogados, intelectuais e grupos humanitários de diferentes regiões do nosso Américas, nos reunimos para estabelecer um diálogo intergeracional que, apesar de denunciar, informar e analisar a actual realidade, serve para criar novos instrumentos de prevenção e protecção perante o aumento da violência e da impunidade daqueles que Mandan.
Observamos que, alguns feitos do passado recente, reaparecem em muitas partes do nossa América, como ontem, hoje enfrenta o gesto do poder totalitário que define o inimigo, o judeu, subversivos, os pobres no exterior, o migrante como um sinônimo para terrorista, com a intenção de impor uma verdade única na lógica da ordem, e estabelecida como uma estratégia de poder e de práticas rotineiras, com as suas fachadas e seus limbo jurídico que "legítima" a impunidade para além das fronteiras nacionais, com suas prisões clandestinas e o uso sistemático da tortura (inclusive sexual), desaparecimentos, e todo horror que produz.
Nós acreditamos que o silêncio é um aliado e cúmplice do terror. A palavra gera esclarecimentos. a resistência, o saber, seja ele, individual ou colectivo, o medo, o nojo e o desagrado que desperta a prisão, a tortura, os desaparecimentos, convidam-nos a fugir desses itens, como se nada estivesse acontecendo. Portanto, a partir de depoimentos de vítimas, do esclarecimento da verdade, e a recuperação da memória histórica,buscamos entender,o que aconteceu, e ,como aconteceu,ao organizar-mos documentos, e partilha-lhos, nós podemos saber o que está a acontecer hoje, quando o poder hegemônico, com a cumplicidade de alguns Estados nacionais, de fato leva a cabo, uma reconfiguração do mapa geopolítico do nosso hemisfério, a serviço de empresas multinacionais, com os seus grandes projectos, como forma de apropriação territorial renovada, e pilhagem dos nossos recursos naturais, insurgência, com as suas novas bases militares, na chave da contrainsurgencia, com as suas novas bases militares, o regresso da IV Frota, mercenários vestidos de empreiteiros privados, e os seus paramilitares, sua fumigação, os seus Sucumbios, os seus golpes , e o terrorismo mediatico.
Acreditamos que, conhecer a origem e a natureza da dor, a máquina de terrorismo de Estado e do discurso do poder que justifique a barbárie, talvez implique em desarmar a sua lógica de uma forma preventiva, em pleno vigor hoje e sua eficácia. Confrontado com a situação de terror renovada, que o sistema proposto é tender a repugnância e medo. Caso tal não aconteça, requer vigilância, exige uma constante alerta. O silêncio, o esquecimento, a indiferença e a impunidade, favorecem a persistência e a reprodução da violência e do terrorismo estatal. Não é por espírito vingativos, mas preventivo, que incentive todos aqueles que não queremos nem podemos esquecer.
Baseada em tudo isso, recorremos ao clamor dos povos de nosso hemisferio, por JUSTIÇA,esta proposto Primeiro Encontro Americano contra a impunidade, a ser realizada em 20-21 Junho 2009.
Mais informação: http://www.contralaimpunidad.org
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